Ler é Saber +

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O Quanto Amamos, de William Bruce Cameron


            Para o Plano Nacional de Leitura, no período passado, a escolha de um livro não foi muito difícil, pelo que, desde logo, optei por “O Quanto Amamos”, de William Bruce Cameron, por diversas razões.
Por um lado, fala sobre cães. Estes animais têm uma capacidade de amar tão grande e têm corações tão prontos para acolher qualquer pessoa que isso explica esta minha paixão por eles. Ensina como realmente são os animais e que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, eles também têm sentimentos; sofrem como qualquer ser humano e também gostam de se sentir amados.
Por outro lado, o livro mostra como uma simples ninhada de cachorros pode encher de esperança um coração que, há muito tempo, já só sentia saudade e tristeza, como a ternura do olhar de um cachorrinho inspira até o mais insensível dos corações.
Outro aspeto que acho importante referir é o facto de o livro ter um vocabulário acessível e de ser, por isso, de fácil leitura. Em relação às personagens, gostei de todas e adorei particularmente Lucy, uma cadela que demonstra de forma notável o seu amor e carinho, não só pelos seus “filhos adotivos”, como também pelos seres humanos, sobretudo pela sua verdadeira dona, que o tempo e a distância não conseguiram fazer cair no esquecimento.
Em guisa de conclusão, posso afirmar que gostei bastante de ler o livro, já que é capaz de aquecer o coração de qualquer leitor. É um romance que mostra como alguém que nunca tivera um cão se desembaraça enquanto “pai à força”, ao mesmo tempo que resolve a sua própria vida. Demonstra ainda que os cães têm muito para nos ensinar, sobretudo a sua forte capacidade de amar.
Por estes motivos, aconselho a sua leitura, pois é realmente um livro muito comovente.
Carolina Pereira, 7.º E

A Fórmula de Deus, de José Rodrigues dos Santos

Valeu a pena ler esta obra, porque com ela tive oportunidade de refletir sobre a essência do universo e o sentido da vida. Foi-me apresentada uma nova teoria associada a um dos enigmas mais estudados de sempre - “Existirá mesmo um Deus?”.
Sem dúvida que a leitura desta obra contribuiu para o desenvolvimento da minha capacidade intelectual e filosófica. Fez-me refletir sobre o nosso futuro e, consequentemente, sobre o nosso passado. O facto de nós, Homens, e todos os seres vivos presentes no Universo existirmos significa que houve um ponto de início. Desconhecermos esse mesmo ponto, o Alpha do Universo, torna, na minha opinião, a nossa existência um pouco sombria.
Gostei muito de Tomás de Noronha, uma personagem que, no desenrolar do romance, assumiu o papel de colaborador do governo iraniano e, ao mesmo tempo, de um agente da CIA. Foi sempre muito forte e determinado, pois, apesar de se preocupar em apoiar o pai, que se encontrava gravemente debilitado com um cancro pulmonar, nunca se desconcentrou da sua principal missão, decifrar o enigma presente no inédito de Einstein. Foi ainda surpreendente o facto de ter uma formação ligada às ciências socias e humanas e, no entanto, ser capaz de acompanhar e de aplicar as teorias científicas mais avançadas dos campos da física, da cosmologia e da matemática. Marcou-me também por se ter apaixonado por uma mulher cuja religião não permitia qualquer tipo de relacionamento entre ambos.

Pedro Bragança, 11.º ano

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